SÃO JOÃO DEL-REI
A Capital Brasileira da Cultura 2007, situa-se na região do Campo das Vertentes, em Minas Gerais, a 180 km de Belo Horizonte. Possui cerca de 83 mil habitantes, segundo estimativas do IBGE. O clima é ameno e apresenta temperatura média de 19º C.
A história do município está associada à descoberta do ouro na região, no começo do século XVIII. Da riqueza do período colonial, a cidade preservou um magnífico acervo arquitetônico e cultural, representado, entre outros exemplos, pelas igrejas de São Francisco de Assis, Matriz de Nossa Senhora do Pilar e Nossa Senhora do Rosário, pela ponte da Cadeia e a Casa de Bárbara Heliodora.
Os sinos das igrejas têm toques diferenciados para cada ocasião: seja para comunicar nascimento de criança, morte ou chamar para a missa. Por esse motivo, São João Del Rei é conhecida como a “cidade onde os sinos falam”.
ARTESANATO
O termo “artesanato” surgiu no final do século XIX e fazia parte do conjunto de atividades não-agrícolas. Segundo Lima “a palavra artesanato significa um fazer ou o objeto daí resultante que tem por característica o fato de ser eminentemente manual. Isto é, são as mãos que executam o trabalho. São elas o principal, senão o único instrumento que o homem utiliza na confecção do objeto. O uso de ferramentas, inclusive máquinas, quando e se ocorre, se dá de forma apenas auxiliar, como um apêndice ou extensão das mãos, sem ameaçar sua predominância”.
O artesanato da região do Campo das Vertentes é variado e revela traços do passado colonial barroco. As igrejas e religiosidades inspiram os artesãos com suas mãos habilidosas que produzem peças em prata, estanho, madeira, ferro ou barro. Além de caracterizar a cultura, o artesanato reflete o relacionamento do artesão com o meio ambiente.
HISTÓRIA DAS PEÇAS
A mini-janela colonial foi inspirada no casario colonial de São João Del Rei e retrata duas observações distintas: a vista que se tem de dentro da casa para a rua e a de quem passa pela rua e olha para dentro da casa.
A vista da casa para a rua é conseguida através de foto-montagem com níveis de profundidade diferenciados, o que leva à sensação de se estar olhando da janela de sua casa para fora.
Da rua para dentro da casa observa-se a namoradeira, vasos de flores na janela e quadros na parede, coisas tão comuns no interior de Minas Gerais.
A mini-janela colonial é confeccionada com retalhos de madeira, material descartado pelas serrarias, (que seriam usados para queimar) papel artesanal reciclado, rendas de algodão, nylon ou crochê e pigmentos de tinta. O próprio artista é quem prepara as cores. É confeccionada como peça ornamental e/ou como porta-chaves (utilitário).
Os mini-oratórios coloniais seguem a mesma linha e técnica. Podem ser usados nos criados-mudos, na beira da cama ou na parede.
São peças que atendem ao apelo ecológico: o meio ambiente não é agredido durante o processo de fabricação.